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Racismo

Embora novos estudos da área da genética nos mostrem que as categorizações raciais entre os seres humanos são um equívoco, o racismo e a discriminação racial ainda perdura em nossa sociedade.

Na placa, lê-se: “Apenas brancos, por ordem”

Muito embora já tenha se comprovado no mundo acadêmico o fato de que somos parte de uma única raça, a humana, a ideia da multirracialidade ainda perdura na mentalidade coletiva da maior parte do mundo. Pesquisas recentes nos mostram que as diferenças físicas entre indivíduos de localidades geográficas diferentes, muito embora sejam características, não são suficientes para nos separar em grupos raciais diferenciados. Trabalhos como o dos autores Sérgio Danilo Junho Penha, professor do departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais, e Telma de Souza Birchal, professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, - A inexistência biológica versus a existência social de raças humanas: pode a ciência instruir o etos social? (Revista USP -2006) - mostram que as diferenças fenotípicas (cor da pele, formato dos olhos, textura do cabelo etc.) pouco interferem quando os estudos se voltam para o genoma das pessoas.

O problema do racismo - ou a discriminação em função da ideia de que existem raças superiores e inferiores às outras - perdura em nossa história global e é a origem de incontáveis conflitos generalizados dentro de nossa curta existência humana. Sociedades inteiras se ergueram e sucumbiram em nome da noção de que as diferenças raciais nos separam em grupos que seriam superiores ou inferiores aos demais. As teorias sobre as diferentes raças humanas surgiram inicialmente no final do século XVIII início do século XIX, tendo como autor principal Joseph Arthur de Gobineau (1816-1882), filósofo francês e principal defensor da ideia de superioridade da raça branca. Essas ideias serviram inicialmente como forma de justificativa para a desigualdade entre os países imperiais, como a Inglaterra, que submetiam outras nações a atividades explorativas em busca de riquezas.

Em nossos dias atuais, o racismo ainda perdura em nosso convívio diário como uma das formas de discriminação mais comum que podemos observar. Atribuir características degradantes a uma pessoa ou excluí-la do convívio comum, privando-a de seus direitos básicos, tendo como justificativa a cor da pele ou qualquer outra característica física entendida como característica racial, diminuindo suas qualidades ou subestimando suas capacidades, constitui o racismo comumente praticado. Dessa forma, destacamos que o racismo pode ser direcionado a uma grande variedade de grupos étnicos diferentes.

O racismo está diretamente ligado a outro problema social: a desigualdade. É fato que, embora nossa sociedade seja constituída em sua maioria por pessoas que se declarem negras ou pardas, segundo censo de 2010 realizado pelo IBGE, as médias salariais são menores entre as populações autodeclaradas como negras ou pardas em comparação à população autodeclarada como branca, como também demonstra o censo de 2010.

Muito embora o problema do racismo ainda persista, avançamos em muitos aspectos. A criminalização do racismo e os programas de inclusão social, como o Bolsa família ou o programa “Minha casa minha vida”, voltado para pessoas de baixa renda, ajuda-nos a crescer como sociedade justa e democrática.


Por Lucas de Oliveira Rodrigues
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