Sexualidade na gravidez
Por Patrícia Lopes
A sexualidade é um assunto constrangedor para muitos homens e mulheres ainda que estes sejam parceiros, e quando se refere a essa durante a gravidez se torna ainda mais complicado abordá-la, uma vez que a mesma é um ciclo de adaptações físicas, emocionais, existenciais e sexuais.
Durante o período gestacional a mulher passa por um processo de desenvolvimento que proporciona mudanças bio-psico-sociais, além das alterações físicas como o crescimento abdominal, a sensibilidade nos seios, aumento da secreção vaginal e, às vezes, náuseas e vômitos. Por causar desconforto, essas transformações exercem influência na vida sexual do casal.
No aspecto emocional, outros fatores que podem influenciar na sexualidade do casal é a auto-estima da mulher, quando essa não se sente atraente ou feminina, e no homem a ansiedade em relação ao parto e preocupações quanto ao novo papel que precisa assumir.
A experiência de um aborto espontâneo, a depressão materna e o receio de prejudicar o bebê são outros fatores que mudam a vida sexual, entretanto, quando não há restrição indicada pelo obstetra, este último fator não apresenta perigo para o feto.
O orgasmo, ao contrário do que se imagina, não provoca aborto, sendo assim, faz bem para a mulher em qualquer período da gestação, diminuindo a ansiedade proveniente da mesma. É importante porque exercita os músculos do períneo que serão solicitados no momento do parto.
A gravidez é o momento em que a mulher precisa de maiores demonstrações de carinho e apoio.
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