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Adrenalina

Em situações de tensão e medo - como ao praticar esportes radicais – ocorre uma descarga extra de adrenalina pelo nosso organismo

A adrenalina, também chamada de epinefrina, é um hormônio liberado pela parte medular das glândulas suprarrenais, que são chamadas dessa maneira porque se situam acima dos rins. A fórmula estrutural desse composto é mostrada abaixo e, como se pode observar na imagem, ela é uma substância de função mista. Possui três funções: fenol, álcool e amina:

Fórmula estrutural da adrenalina e seus grupos funcionais

O nome “adrenalina” foi inventado pelo bioquímico japonês Jokichi Takamine, que foi o primeiro cientista a conseguir isolar esse composto. Ele utilizou o prefixo “ad”, que indica proximidade, o infixo “renalis”, que é relativo aos rins, e o sufixo “ina”, que é o sufixo usado na nomenclatura de compostos do grupo das aminas.

Esse composto é liberado pela excitação das fibras nervosas e atua tanto como hormônio como neurotransmissor. O nosso organismo libera normalmente a adrenalina em quantidades constantes. Porém, em situações de estresse, pânico, medo, tensão e raiva, a adrenalina é secretada em maior quantidade, o que eleva temporariamente a atividade metabólica, causando, por exemplo, aumento da pressão sanguínea, da frequência cardíaca e da tensão arterial.

O coração acelera quando andamos de montanha-russa por causa da adrenalina*
O coração acelera quando andamos de montanha-russa por causa da adrenalina*

Isso acontece quando andamos de montanha-russa, quando realizamos esportes radicais, quando a pessoa se sente ameaçada, quando nos deparamos com um animal selvagem e assim por diante. O organismo fica preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, pois com o aumento da contração e da pulsação cardíaca, o nível de açúcar no sangue aumenta, o volume do fluxo de sangue que vai para os músculos voluntários nos braços e nas pernas se eleva e a gordura das células adiposas é queimada.

A molécula de adrenalina possui dois enantiômeros, ou seja, são isômeros, compostos que possuem a mesma fórmula molecular, mas que se diferenciam pela atividade óptica. Um enantiômero desvia o plano da luz polarizada para a direita, sendo chamado de adrenalina dextrogira, e o outro desvia o plano da luz polarizada para a esquerda, sendo denominado de adrenalina levogira.

A diferença entre dois isômeros costuma ser bastante acentuada em relação à maneira como eles atuam nos organismos vivos. E é isso o que ocorre com os isômeros da adrenalina, pois a atividade hormonal é mais realizada pela adrenalina levogira. Ela atua como potente vasoconstritor e hipertensor. Assim, ela pode ser usada como medicamento para controlar a pressão arterial, a frequência cardíaca, a brocodilatação e como vasoconstritor quando uma anestesia é aplicada.

Ampolas de adrenalina que são usadas como medicamentos em determinados casos

A adrenalina pode levar à morte caso a pessoa possua uma artéria entupida que não permite que o grande fluxo de sangue passe por ela, levando assim a um infarto.

* Crédito Editorial: jabiru / Shutterstock.com


Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça
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