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Sujeito desinencial

O sujeito é termo constituinte da oração, podendo receber algumas classificações, entre elas, sujeito desinencial ou sujeito determinado elíptico.

Chamamos de sujeito determinado elíptico ou sujeito desinencial aquele que não está explícito em uma oração

 Sabemos que na língua portuguesa a oração é dividida em duas partes, sendo o sujeito e o predicado seus termos constituintes. Chamamos de sujeito da oração o termo sobre o qual se declara alguma coisa, cuja função será a de dar suporte para o predicado.

O sujeito exerce uma função sintático-semântica na oração. Podem ser classificados como:

Sujeito determinado simples;

Sujeito determinado composto;

Sujeito indeterminado e

Sujeito determinado elíptico (oculto).

Esse último, sujeito determinado elíptico, ou sujeito oculto (como era conhecido antigamente), é assim classificado por não ser explicitamente apresentado na oração. Como está implícito, seu reconhecimento será possível através da observação da desinência verbal, assim como da análise do contexto no qual está inserido. É importante ressaltar que, embora esteja subentendido, não está necessariamente oculto, por isso, a mudança na nomenclatura para sujeito determinado elíptico ou sujeito desinencial. Observe alguns exemplos:

Estamos muito ocupados para perder tempo com frivolidades. (sujeito: nós)

Espero conseguir chegar a tempo para o primeiro ato da peça. (sujeito: eu)

As crianças saíram da sala. Foram brincar no parquinho da escola. (sujeito: as crianças, implícito apenas na segunda oração).

O sujeito desinencial recebe esse nome porque pode ser reconhecido através da desinência verbal
O sujeito desinencial recebe esse nome porque pode ser reconhecido através da desinência verbal

Observe que na segunda tirinha de Garfield, de Jim Davis, na oração Acabei de me mudar, há a ocorrência do sujeito determinado elíptico. Ele pôde ser reconhecido através da análise do termo “acabei”, que, por sua desinência, podemos inferir que o sujeito é o pronome “eu”.

Podemos perceber o sujeito através da desinência do verbo e, por isso, não é oportuno chamá-lo de sujeito oculto
Podemos perceber o sujeito através da desinência do verbo e, por isso, não é oportuno chamá-lo de sujeito oculto

No último quadrinho da tirinha “Calvin e Haroldo”, a personagem Haroldo diz a seguinte frase: Acho melhor acharmos uma mangueira logo! Observe que o sujeito está implícito através da desinência verbal -mos, o que nos permite inferir que o sujeito é o pronome “nós”. 


Por Luana Castro Alves Perez
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