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Pré-Modernismo

Monteiro Lobato - Um dos representantes deste período

Não foquemos nossa atenção nos pressupostos evidenciados a seguir sem antes nos atermos a um importante detalhe: o fato de o Pré-Modernismo não ser considerado exatamente uma estética literária, assim como as demais. Podemos dizer que ele se caracteriza como um período de transição, demarcado ente as tendências do fim do século XIX e o Modernismo, compreendendo os vinte anos que antecederam a Semana de Arte Moderna, ocorrida em 1922.

Afirmamos ainda, de maneira categórica, que tal período foi profundamente marcado por acontecimentos de ordem política, advindos do marco histórico referente à Proclamação da República. Para sermos um tanto quanto precisos, façamos uma viagem no tempo, a qual nos permite constatar que a partir de 1894, com a posse do primeiro presidente civil – Prudente de Moraes – iniciava-se uma nova fase: a denominada República Café-com-Leite, ou somente República das Oligarquias, sendo esta representada por lideranças políticas de São Paulo, Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Diante desse quadro, não precisamos nem de muito esforço para saber que o “poder” estava restrito somente àqueles grandes fazendeiros, em especial aos ricos cafeicultores. 

Paralelamente a esse período, era notável a chegada de imigrantes, sobretudo os italianos, os quais “aportavam” no centro-sul do país no intuito de trabalhar nestas lavouras de café, em substituição à mão de obra escravocrata. Com isso, era notório o processo de urbanização pelo qual passava a cidade de São Paulo. O resultado de tudo era tão somente o surgimento da classe operária e o avanço da classe média. Do outro lado, os escravos recém-libertados passavam por um processo de significativa marginalização.

Contudo, mediante tal ascensão, sobretudo no que se referia ao Sul e Sudeste brasileiros, a região nordeste sofria as consequências advindas da crise açucareira, refletindo de forma direta na economia local. Dessa forma, mediante a tantos contrastes, de um lado havia uma elite detentora do poder, economicamente falando; do outro, era evidente o clima de euforia resultante das camadas menos favorecidas.

Tudo isso culminou em movimentos revolucionários, tais como a Guerra de Canudos, a Revolta da Chibata, a Revolta da Vacina, entre outros. Tais manifestações, não podendo ser diferente, atingiram o campo das artes, em especial o da literatura, representadas por figuras que deixaram impressa toda ideologia e seu posicionamento acerca da realidade vigente, exercendo tamanha representatividade. Entre eles podemos destacar: Euclides da Cunha (1866-1909), Monteiro Lobato (1882-1948), Lima Barreto (1881-1922) e Augusto dos Anjos (1884-1914).


Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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    DESTAQUES
    Confira os destaques abaixo

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    Ciclanos
    As diversas aplicações desses hidrocarbonetos de cadeia fechada.

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    Verbo Reaver
    As particularidades linguísticas inerentes a esse verbo defectivo.

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