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Conhecimento de mundo na análise da intertextualidade

O conhecimento de mundo representa fator decisivo na análise da intertextualidade

Partindo do princípio de que a linguagem cumpre um papel estritamente social, nós, posicionando-nos na qualidade de interlocutores, ao ouvirmos e/ou lermos acerca de algo, constatamos que essa função social foi realmente cumprida, executada. Imergindo um pouco mais além no tocante a essa análise, esse caráter coletivo da linguagem faz-nos crer que um discurso, independente da maneira que for proferido (verbalizado, não verbalizado, dramatizado, enfim), manifesta-se como produto de outros discursos, ou seja, parte da enunciação (de quem o proferiu) o fato de que o sujeito (no caso, o enunciador) se apoia, subsidia-se em algo já dito, já falado, já conhecido. Vale afirmar, dessa maneira, que ele faz disso um objeto maior para, por meio do posicionamento que assume, reiterar, refutar (debater), reafirmar, reformular, entre demais procedimentos.

Todos esses pressupostos aqui elencados serviram de apoio para chegarmos ao ponto crucial de nossa discussão, materializado pelo que denominamos de intertextualidade, que nada mais é do que as relações que se estabelecem entre as ideias de um texto e outro.  Dessa forma, vale, ainda, enfatizar que essa interpretação das diferentes vozes que se manifestam dentro de um discurso somente se dá por viabilizada partindo de uma habilidade inerente a todo e qualquer interlocutor: o conhecimento de mundo, ou seja, o conhecimento prévio de que ele dispõe acerca, sobretudo, dos fatos sociais, das leituras que já realizou, dos filmes que já assistiu, enfim, resumindo, de toda a bagagem cultural que ele traz consigo, no sentido de dar vida, significação àquilo com que compartilha mediante as circunstâncias de comunicação que permeiam o cotidiano de uma forma geral.

Quando essa gama de conhecimentos não se faz manifestada, a decodificação do discurso por parte do interlocutor se torna um tanto quanto limitada, dado o fato de ele não dispor desses mecanismos que tornam a leitura mais precisa, mais decifrável, digamos assim. Nesse sentido, equivale dizer que quanto maior for o repertório, maiores serão as chances de decifrar as intenções, as pretensões discursivas que se atribuem ao sujeito enunciativo e, consequentemente, a atividade comunicativa será mais efetivada, sem dúvida.


Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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