Realismo
Por Sabrina Vilarinho
Na segunda metade do século XIX a Europa passava por mudanças que viriam a se propagar por todo o mundo, inclusive o Brasil. A civilização burguesa começava a se despontar; as idéias liberais de rebelião e protestos, advindas da Revolução Francesa, alastravam-se pela sociedade, ao passo que os operários viviam em condições subumanas e chegavam a trabalhar mais de 12 horas por dia.
Por outro lado, as ciências naturais utilizavam métodos de experimentação e observação da realidade para explicar o mundo físico, enquanto as idéias metafísicas e religiosas foram ignoradas.
Frente a essa paisagem sócio-cultural, os pensadores começam a refletir e criar teorias a respeito das questões naturais. A atmosfera intelectual é caracterizada por autores que revolucionam a sociedade da época: Comte (Sociologia), Darwin (teoria da evolução das espécies), Marx e Engels (teoria das lutas de classes).
Dentre os intelectuais acima, Augusto Comte destaca-se pela corrente filosófica, chamada positivismo, a qual afirma que o universo natural é explicado por meios científicos. O positivismo foi um marco na literatura, a qual possui várias características decorrentes deste pensamento filosófico-científico, como o nivelamento das personagens (homem) com os demais seres viventes da natureza.
O Realismo surge em 1857 na França, com o livro “Madame Bovary” de Gustave Flaubert. No Brasil, esta escola literária é consolidada em 1881, com as publicações de “Memórias póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis e “O mulato” de Aluísio Azevedo.
O Naturalismo
É uma tendência literária dentro do Realismo que dá ênfase ao materialismo, procedente da teoria determinista de Hippolite Taine, filósofo francês.
Nesta teoria, a condição humana é explicada pela ciência e a criação artística é oriunda de três aspectos: raça (fatores hereditários), meio ambiente e momento histórico.
De acordo com os autores Faraco e Moura, as principais características do texto realista/naturalista são: a objetividade por parte de quem narra; o nivelamento do homem com os demais seres do universo; a não idealização das personagens; o condicionamento das personagens ao meio físico e social; a concepção de amor como um fato fisiológico; a predominância do espaço urbano; a preocupação do escritor em focalizar o tempo histórico e a linguagem mais simples que dos românticos.
Veja links relacionados:
Wikipedia - O Realismo sobre vários ângulos.
Artes Br - O Realismo no mundo e no cenário brasileiro.
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