Ronald Reagan

Ronald Reagan: um misto de conservadorismo e popularidade frente os EUA.
Por Rainer Sousa
Considerado como um dos maiores presidentes dos Estados Unidos, Ronald Reagan foi uma figura política controversa. Seus opositores o ridicularizaram por suas gafes diplomáticas e o chamavam de “caubói inculto”. Em contrapartida, ele foi responsável por uma das mais expressivas altas da economia americana e deixou o governo com uma popularidade com mais de sessenta por cento.
Depois de alçar uma carreira artística nos estúdios de Hollywood, estrelando filmes de bang-bang, Reagan ingressou na vida política pelo partido Democrata. Em pouco tempo reverteu sua orientação política integrando a ala republicana. Depois de conseguir eleger-se duas vezes como governador da Califórnia, Reagan chegou à Casa Branca no início dos anos 80.
Em uma época marcada pela crise do petróleo, os remanescentes traumas da derrota no Vietnã, ondas de inflação e desemprego, o novo presidente ligou sua imagem à recuperação da auto-estima do povo estadunidense. Com a célebre frase “o Estado não é solução, é o problema” realizou uma política de corte de gastos públicos e diminuição da taxa de impostos. Quando a oposição ainda esboçava as primeiras críticas à sua administração, uma tentativa de assassinato o transformou em herói nacional.
Alegando que Deus tinha salvado sua vida, ele galgou popularidade suficiente para que o Senado aprovasse o maior corte de orçamento da história dos Estados Unidos. Em seguida, ele implementou um tipo de política que consolidou uma espécie de imagem que mesclava orgulho nacionalista com suas repostas impactantes. Dessa forma, ele conseguiu mais um mandato como presidente.
Entre os anos de 1982 e 1987, a economia dos EUA cresceu de maneira ininterrupta. No entanto, a euforia das estatísticas econômicas foi contraposta com diversos problemas sociais. A criminalidade, o consumo de drogas e a AIDS atingiram níveis vertiginosos. Tal disparate era reflexo de suas próprias contradições, quando ao mesmo tempo em que se preocupava com o crescimento econômico realizava gastos militares estrondosos.
No plano externo perseguiu os governos comunistas chegando a financiar grupos de oposição em diferentes nações espalhadas pelo mundo. Justificando o combate ao bloco socialista, Reagan chegou a intervir com tropas na ilha caribenha de Granada. A corrida armamentista por ele propagada chegou até mesmo a contribuir para a falência do Estado Soviético.
Ao deixar o poder, Reagan não só marcou seu nome na história política norte-americana, mas imprimiu um modo de fazer política. Seu modo displicente e a tranqüilidade em situações agravantes marcaram uma postura política até hoje copiada por alguns líderes estadunidenses. Tendo inflado o sentimento de supremacia junto à população dos Estados Unidos, ele tornou-se sinônimo de conservadorismo e nacionalismo. De fato, Reagan dividiu opiniões, foi amado por uns e odiado por outros.
Veja links relacionados:
BBC - Imagens e principais fatos da vida de Reagan.
UOL Educação - Um resumo da trajetória de Reagan.
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