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EUA e a Marcha para o Oeste

A Marcha para o Oeste, no século XIX, foi efetivada pelo governo norte-americano e pela crença da população no ‘Destino Manifesto’

Após as incansáveis lutas travadas entre os colonos (das Treze Colônias Inglesas) e as tropas inglesas (que representavam a Coroa inglesa) pela independência dos Estados Unidos, no século XVIII, a legitimidade da independência dos Estados Unidos somente foi reconhecida pela Inglaterra no ano de 1783. Em 1789, os norte-americanos elegeram o seu primeiro presidente George Washington, afastando de vez a ameaça do colonizador inglês.

Uma das primeiras medidas estipuladas pelo presidente George Washington foi o grande empenho para o desenvolvimento da indústria e das atividades agrícolas. Essas atividades levaram à Marcha para o Oeste.

O desejo de ocupar os territórios a oeste, além dos Montes Apalaches, surgiu tanto do governo (que anexou vários territórios aos Estados Unidos) quanto da população (pois os colonos tinham a crença no documento chamado ‘destino manifesto’, em que os norte-americanos seriam o povo escolhido de Deus para ocupar os territórios entre o Oceano Atlântico e o Pacífico).

Daremos ênfase nessas duas principais causas citadas acima, que fizeram com que os norte-americanos ocupassem os territórios a oeste. O primeiro motivo da anexação dos territórios a oeste partiu do governo: a expansão territorial foi motivada pela busca de terras férteis e pelo crescimento da população. Dessa forma, o governo incorporou novos territórios. Segue abaixo a sequência das incorporações:

1º) No ano de 1803 ocorreu a incorporação da região da Louisiana, território que se encontrava na margem direita do rio Mississipi. O governo dos Estados Unidos pagou cerca de 5 milhões de dólares à França por esse território;

2º) A região da Flórida foi incorporada no ano de 1819, após ser comprada da Espanha por 15 milhões de dólares;

3º) Em 1845, os Estados Unidos admitiram a anexação do Texas, após este ter declarado independência do México, no ano de 1836;

4º) De 1846 a 1848, os Estados Unidos incorporaram enormes territórios a oeste, inclusive a Califórnia (litoral do Pacífico), após terríveis conflitos contra o México;

5º) No ano de 1867, os Estados Unidos compraram por 7,2 milhões de dólares a região do Alasca da Rússia.

Durante o decorrer do século XIX, a política norte-americana foi praticamente voltada para a expansão territorial, com a chamada Marcha para o Oeste. Os territórios que formavam os Estados Unidos atingiram aproximadamente uma região de 7,8 milhões de quilômetros quadrados, compondo um total de 33 estados.

No final do século XVIII, a crença da população no ‘destino manifesto’(confira acima) fez com que o governo norte-americano autorizasse a expansão rumo ao interior. No ano de 1862 foi aprovada a Lei do Povoamento (Homestead Act). Com essa lei, foram ofertadas, por pequenas quantias, pequenas propriedades. Dessa maneira, o governo incentivou a ocupação do interior do país.

A política de expansão territorial e a Marcha para o Oeste, realizadas pelo governo norte-americano, no século XIX, levaram à atual configuração territorial dos EUA. A incorporação das terras a oeste foi efetivada pelo genocídio indígena (grande parte das terras foi tomada dos índios), por meio da compra de terras, de acordos diplomáticos e através das guerras contra o México.


Por Leandro Carvalho
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