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Cavaleiros medievais

Cerimônia de formação do cavaleiro medieval, no momento do juramento

Na Idade Média europeia não bastava o indivíduo querer ser cavaleiro – além da vontade, somente os nobres podiam fazer parte da cavalaria medieval. Assim, como eram formados os cavaleiros medievais? O processo de formação de um cavaleiro durava quanto tempo? No presente texto iremos responder essas indagações.

A sociedade feudal era dividida em três ordens: o Clero, a nobreza e os servos. Segundo normas e regras da Igreja Católica medieval, cada uma dessas ordens tinha uma designação a cumprir na sociedade. A partir disso iremos compreender por que somente os nobres podiam compor a cavalaria medieval.

Segundo a designação estipulada pela Igreja, o Clero era o responsável pela espiritualidade, ou seja, era constituído pelos que oravam; os nobres estavam encarregados de proteger a sociedade medieval, ou seja, eram os que guerreavam; e, por último, os servos eram os que trabalhavam para manter a sociedade feudal.

O processo de formação de um cavaleiro não acontecia da noite para o dia: além de o indivíduo ser nobre, era necessária uma preparação desde os 7 anos de idade, quando o pai do candidato a cavaleiro o disponibilizava a serviço de outro senhor. Dessa maneira, o candidato a cavaleiro deveria aprender boas maneiras e especializar-se no manejo das armas.

Aos 14 anos de idade, o indivíduo que pretendia ser um cavaleiro medieval, por meio de uma cerimônia, recebia do senhor uma espada e as esporas de prata. A partir de então, o jovem acompanhava o senhor nas batalhas militares.

Quando o candidato a cavaleiro completava 21 anos, era realizado um ritual religioso em que o jovem integraria por definitivo a ordem da cavalaria medieval. Portanto, o indivíduo deveria abnegar da vida com sua família e dedicar-se aos estudos e preparação bélica desde a infância.

A cerimônia de formação do cavaleiro acontecia da seguinte forma: primeiramente o candidato a cavaleiro passava a noite em vigília junto ao altar da Igreja. Posteriormente, banhava-se, recebia uma camisa de linho (símbolo de pureza) e uma túnica vermelha (o sangue que derramaria em nome de Deus). Após ter se banhado, o jovem confessava e comungava durante a missa rezada em sua intenção. O ápice da cerimônia se dava a partir do momento em que o candidato a cavaleiro, com sua espada, ajoelhava-se aos pés do padre para receber as bênçãos. Juntamente ao padre estava o padrinho, o senhor feudal para quem o cavaleiro servira. O senhor dava-lhe três golpes no ombro com a espada para finalizar o ritual.

Para finalizar a cerimônia, o cavaleiro jurava ser valente, leal e generoso. Posteriormente, no pátio do castelo, realizava um salto no cavalo sem tocar os estribos e, sempre galopando, com sua espada e sua lança, realizava os movimentos de armas que demonstravam a sua agilidade e destreza.


Por Leandro Carvalho
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