A AIDS, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é provocada pelo vírus da imunodeficiência humana, ou simplesmente HIV, da Família Retroviridae; seja o subtipo 1 ou 2.
Ela é transmitida pelo contato das mucosas corporais, ou de alguma área ferida do corpo de um indivíduo não portador, com o esperma, secreção vaginal, leite materno, sangue ou hemoderivados contaminados pelo vírus. Assim, a principal via de transmissão é o contato sexual, seja em relações hétero ou homossexuais; genitais, anais ou orais. Além disso, mães gestantes podem transmitir o vírus ao feto, e há também a possibilidade de transmissão pelo uso de objetos perfurocortantes contaminados e que não receberam a devida assepsia. O diagnóstico é feito por um exame chamado Elisa.
Como seu nome indica, tal patógeno faz com que o sistema imunológico da pessoa envolvida se apresente enfraquecido; uma vez que ele ataca os glóbulos brancos (linfócitos T CD4), fazendo com que se apresentem abaixo de 200/mm3. Dessa forma, o portador do vírus está mais sujeito a adoecer, muitas vezes por micro-organismos que não fariam muito mal a pessoas com boa imunidade; apresentando sintomas mais graves, debilitando-a e podendo provocar a sua morte.
Os primeiros sintomas são inespecíficos, tais como fraqueza, febre, emagrecimento, manchas na pele (sarcoma de Kaposi), calafrios, sapinho e gânglios nas axilas, virilhas e pescoço. Eles surgem entre 2 a 4 semanas após a pessoa contrair o vírus. Na fase mais avançada da infecção, há a manifestação de doenças oportunistas, tais como tuberculose, pneumonia, meningite, toxoplasmose e candidíase.
Felizmente, na atualidade, os portadores do vírus têm maior expectativa de vida, e com mais qualidade; graças à terapia antirretroviral, oferecida gratuitamente pelo SUS. Capaz de controlar a multiplicação do vírus, e a consequente destruição dos linfócitos, sua adoção fez com que a AIDS deixasse de ser encarada como uma moléstia uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica passível de controle.
Embora possam provocar efeitos colaterais, tais pessoas podem exercer suas atividades normalmente, exceto em casos em que se apresentem incapacitadas para tal. No entanto, alguns cuidados são constantes e para sempre, como:
- Uso dos fármacos prescritos;
- Adoção da camisinha em todas as relações sexuais (mesmo se tratando de parceiro também HIV positivo);
- Uso de curativos impermeáveis em todos os ferimentos que eventualmente ocorrerem;
- Impossibilidade de doar sangue;
- Separação dos seus próprios objetos de uso pessoal, como toalha, alicate de unhas e escova de dente; para evitar a contaminação de outras pessoas pelo vírus HIV, e a manifestação de infecções oportunistas no paciente.
Vale lembrar que compartilhar computadores, copos, maçanetas; ou mesmo cumprimentar, abraçar e beijar um soropositivo; não são comportamentos que oferecem risco às pessoas não portadoras desse vírus.
Quanto a ter filhos, existem procedimentos que podem auxiliar nesse sentido, sendo importante conversar com o médico, caso surja esse desejo.
Prevenção
- Restringir os parceiros sexuais;
- Uso da camisinha, seja ela feminina ou masculina, em todas as relações sexuais;
- Uso de seringas e agulhas descartáveis;
- Esterilização prévia de materiais cirúrgicos e alicates, antes de serem utilizados;
- Teste prévio do sangue que será transfundido;
- Usar luvas ao entrar em contato com sangue ou hemoderivados;
- No caso de gestantes, fazer o pré-natal.
Informações adicionais
Pessoas portadoras do vírus podem não apresentar sintomas, mesmo por muitos anos após a infecção. Assim, é importante não ter relações sexuais sem o uso da camisinha, principalmente se se tratar de parceiros eventuais.
Picadas de mosquito não são capazes de transmitir o vírus em questão.
Existe um único caso de cura da AIDS. Trata-se do norte-americano Timothy Ray Brown. Saiba mais sobre esse assunto aqui.
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O que é botânica?
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